.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. TRANSPLANTES DESPERDIÇADO...

. EPIDEMIAS, SERVIÇOS DE SA...

.arquivos

. Junho 2012

. Janeiro 2012

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

TRANSPLANTES DESPERDIÇADOS...

As listas de espera para transplantes continuam a aumentar em Portugal, não tanto por falta de dadores, mas por dificuldades na colheita de órgãos. Apenas metade dos 42 hospitais autorizados o fazem com regularidade, o que leva a que muitos órgãos se percam. Por exemplo, a falta de disponibilidade de recursos humanos no Hospital de Santa Marta (Lisboa) leva a que este hospital chegue mesmo a "doar órgãos a Espanha".
A colheita de órgãos no ano passado correu melhor do que em 2005, mas ficou aquém das expectativas de milhares de portugueses à espera de um órgão. Na Europa há mais de 40 mil doentes em listas de espera, cenário que esteve na base de um polémico reality show na Holanda. No programa, uma "suposta" doente terminal teria de escolher a quem iria doar os seus órgãos. O que é certo é que o programa virou, durante alguns dias, todas as atenções para o problema das listas de espera dos transplantes e para a angústia vivida pelos doentes que esperam um órgão. É importante sensibilizar o mundo para esta realidade. Todos os dias morrem cerca dez europeus por falta de órgãos. A taxa de pacientes que morrem à espera de um transplante de coração, fígado ou pulmão ronda os 15 a 30%.

Muitas vezes, perdem-se potenciais colheitas de órgãos porque os dadores não são identificados atempadamente. Por vezes morrem na Unidade de Cuidados Intensivos e nem se chega a saber o seu potencial. Quem faz o diagnóstico, um neurocirurgião ou neurologista, não sabe atempadamente se o dador teve morte cerebral, condição para fazer a colheita. O diagnóstico de morte cerebral "falha mais", mas há outras limitações estruturais, como a necessidade de camas, a falta de recursos humanos e de preparação das colheitas. Muitas vezes, só se fazem diagnósticos quando o doente está ligado ao ventilador.

Em 2006, foram efectuados 1457 transplantes em Portugal e só 452 de córnea. Com dadores vivos, foram realizados 38 transplantes de rim e dois de fígado. As listas de espera por um rim chegam a três anos; seis meses para fígado e coração; nos pulmões, pode chegar a um ano.

De acordo com dados da Organização Portuguesa de Transplantação, foram efectuadas 201 colheitas, resultando num total de 590 órgãos (rim, fígado e coração) recolhidos na maioria em cinco hospitais centrais. O número de córneas em 2006 ascendeu a 283, o que é inferior a outros anos. A colheita de pulmões não faz parte das estatísticas de colheitas, mas de transplantes, que foram apenas dois em 2006. Apesar de haver um programa de intercâmbio entre Espanha e Portugal, o responsável frisa que "há três a quatro casos por ano de colheitas feitas por técnicos espanhóis por não haver hipóteses de a equipa realizar o transplante em tempo útil".
Se em cada ano as estatísticas flutuam, o certo é que Portugal está longe de Espanha. Todos os anos o nosso país desperdiça cerca de meia centena de transplantes.

 

Para quem espera por um órgão, pode revelar-se tarde demais...

publicado por Dreamfinder às 09:13

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 22 de Março de 2007

EPIDEMIAS, SERVIÇOS DE SAÚDE E ACTIVIDADE FÍSICA

O tema da aula de hoje foi muitíssimo variado e interessante. Começámos por distinguir incidência e prevalência. Quando se fala em incidência de uma determinada doença, referimo-nos ao número de casos novos dessa doença por determinado período de tempo na população em risco (com susceptibilidade de desenvolver a doença). Este conceito, inicialmente apenas utilizado nas doenças transmissíveis, foi também alargado às doenças não transmissíveis. Assim, a taxa de incidência consiste na velocidade a que essa doença se propaga na população.

Por sua vez, a prevalência é o conjunto dos casos antigos com os novos casos da doença.

Intimamente ligados a estas noções de incidência e prevalência, estão os conceitos de epidemia, pandemia e endemia. Pode dizer-se que estamos perante uma epidemia sempre que os casos de determinada doença excedem os valores esperados (zona ou corredor epidémico). Uma das formas de controlar epidemias são o estudo de anos anteriores e, a partir deles, a construção de gráficos com corredores endémicos. Por exemplo, a partir de informação relativa ao número de casos de pneumonia entre 1999 e 2003 pode obter-se um gráfico com corredores endémicos (ver figura acima indicada). Abaixo do percentil 25 estão os valores da Zona de Êxito, entre o P25 e o P50 é a Zona de Segurança, entre o P50 e o P75 é a Zona de Alerta e acima do P75 é a Zona Epidémica, em que se considera que estamos perante um surto epidémico. Por comparação com os resultados obtidos nestes 5 anos anteriores, podem avaliar-se os valores de 2004 e, assim, fazer um controlo epidémico. Tendo em conta que os valores de 2004 estão representados a preto, podemos concluir que, por exemplo, às 29 semanas do ano de 2004 os casos de pneumonia se encontram na zona de Êxito; às 8 semanas estamos numa situação de Segurança; às 2 e às 7 semanas o número de casos coincide com uma zona de Alerta. Os surtos epidémicos de pneumonia verificam-se entre as 9 e 11 semanas, entre as 15 e as 27 e entre as 35 e 45 semanas.

Consoante a sua projecção no tempo e no espaço distinguem-se os diferentes tipos de surtos. Uma epidemia é limitada no espaço e no tempo, como por exemplo, as gripes. No entanto, a muito falada gripe aviária (vírus H5N1), por ser limitada no tempo, mas ilimitada no espaço é uma pandemia (epidemia generalista). Por fim, doenças como a malária ou a cólera em Angola são endémicas, já que são limitadas no espaço e ilimitadas no tempo. Também a tuberculose em Portugal é uma doença endémica pois há sempre um número de casos residuais que persiste.

Uma das questões que tem ocupado a actualidade, tem sido as infecções nosocomiais, isto é, as infecções hospitalares. Há em cada hospital um sistema de recolha e informação de dados através de um registo continuado cujo principal objectivo é a vigilância epidemiológica. Estas infecções são registadas e distribuídas por pisos e serviços, grupos etários dos infectados e sexo. As infecções nosocomiais (com bactérias multiresistentes) não podem ser controladas, mas podem ser evitadas. Nesse sentido, deve haver um sistema de controlo e de isolamento de doentes. Esta sujeição dos serviços de saúde a um sistema de qualidade e controlo pode, entretanto, vir a ser tornada obrigatória de publicar, o que poderá exercer consequências de alarme na população de doentes, através da divulgação dos media.

No entanto, medidas como o isolamento de doentes infectados por bactérias multiresistentes tornam-se dispendiosos, por exemplo, uma cama da Unidade de Cuidados Intensivos, só em cuidados hoteleiros, custa 1250€/dia.

Os americanos, por exemplo, fecham hospitais, preferindo manter instituições muito mais pequenas, mais específicas e mais bem geridas, como centros de saúde muito bem equipados e unidades especializadas em cirurgia ou pediatria. Também os cuidados continuados são prestados aos doentes crónicos em unidades específicas.

A actividade física é qualquer movimento do corpo humano produzido pelos músculos esqueléticos, do qual resulta um gasto de energia. O exercício físico é um subconjunto da actividade física, é uma actividade planeada, estruturada, repetitiva e que tem como objectivo manter ou melhorar um ou mais aspectos da condição física (destreza, flexibilidade, rapidez, potência muscular).

A condição física é o conjunto de atributos que os indivíduos possuem. Desta forma, considera-se que ser fisicamente apto significa ter capacidade de efectuar as tarefas diárias com vigor e atenção sem sentir fadiga e com energia suficiente para gozar actividades de tempos livres ou enfrentar emergências inesperadas.

Enquanto que actividades físicas como subir as escadas implicam um gasto de 9 kcal/min, actividades como o jogging ou o futebol permitem gastar entre 7 a 10 kcal/min.  

“O desporto é o único meio de conservar no homem
 as qualidades do homem primitivo.”
Jean Giraudoux

 

publicado por Dreamfinder às 22:35

link do post | comentar | favorito

.links